"Ser é Escolher-se" Jean Paul Sartre

Não sei se criei este blog para me fazer entender ou apenas para ter algo que me obrigue a terminar os textos que começo. Fico a meio caminho de tudo, mas ao menos, conheço os caminhos que posso seguir se quiser.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Never land

"Wendy:There is so much more in real world.
Peter Pan:What? What else is there?
Wendy: I don't know. I guess it becomes clearer when you grow up.
Peter Pan:Well, I will not grow up. You cannot make me!
Wendy:
To live would be an awfully big adventure
Peter pan:
No, no adult adventures, no feelings. And if you want you can go away, and take your feelings with you
Wendy: I'm sorry Peter, I must grow up, and I must return before I'm forgotten. So please, don't forgett me.
Peter pan: never. never is my favourite word. Never land will always bellong you, just by believing.
Wendy: And this will allways bellong to you, when you remember (wendy kisses peter."




Sempre acreditei que todos os escritores, em todos os livros que escrevem, em todas as personagens que inventam, representam partes deles e da sua mente. Estive a pensar, por exemplo, no Peter Pan. Quem é que não devia tentar alcançar dentro de si a terra do nunca? Quem é que não tem dentro de si um Peter Pan, a criança que nunca cresce, uma maternal e responsável wendy, um inteligente e teórico george, e um inconsequente michael? Quem não tem dentro de si aquela uma fada sininho, que por vezes desaparece,que só existe se acreditarem nela, a possuiora do pó mágico que permite levantar voo para a terra do nunca? Quem é que não tem dentro de si um capitão gancho, que tenta constantemente destruir a luminosa sininho e o livre peter pan?Quem é que dentro de si não tem piratas, indios, sereias e imaginação? A quem é que na sua mente, não é rodeado ameaçadoramente por um crocodilo que engoliu o relógio, lembrando-nos com o seu constante tic-tac que denuncia a sua presença, do relógio, o objecto mais poderoso do mundo ocidental. Quem é que não foi lá nem uma vez? É por isso que todas as histórias, todos os textos, todos os livros, são importantes. É por causa disso que nunca consegui adormecer a ver um filme. É por causa disso que sempre que sinto uma parte de mim a morrer me apetece gritar: "I do, I do believe in fairys", para que a fadinha dentro de mim não morra e para que possa sempre, com um pouco de pó mágico, voar até à terra do nunca, visitar a minha imaginação, ver o rapaz que nunca cresce, Peter Pan.

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