"Ser é Escolher-se" Jean Paul Sartre

Não sei se criei este blog para me fazer entender ou apenas para ter algo que me obrigue a terminar os textos que começo. Fico a meio caminho de tudo, mas ao menos, conheço os caminhos que posso seguir se quiser.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

duvidas?



“Para ser um filósofo, basta teres a capacidade de te surpreenderes, e duvidares”- Jostein Gardner


A sério? Eu tenho demais, tanto que já nem me surpreendo com a minha surpresa com tudo,e isso surpreende-me. Com a minha dúvida permanente até e sobretudo sobre o que todos estabelecem como óbvio. A dúvida é a distância a percorrer da ficção ao facto, do pensar ao agir, do sentimento ao gesto e da sabedoria à ignorância, entre a mentira e a verdade.
Quem não duvida vive à superfície, mas nem se dá conta das maravilhas que acontecem em profundidade, morre sem se conhecer realmente e dependente do exterior, do que ACONTECE em superfície, variando como um cata-vento.
Quem duvida demais, é porque tem medo, e não se liga a nada do que existe e acontece à superfície, não respira, e vive em tal profundidade que os raios de sol não conseguem atingir, e morre sem conhecer o mundo, num sufoco e sem oxigénio no sangue nem alegria n alma.
Cada um tem o seu tempo e o seu modo, saber viver é saber como agir segundo o seu tempo e modo, e respeitar o tempo e modo dos outros, saber que há um tempo para tudo, O NOSSO próprio tempo para tudo e o nosso direito em exigi-lo ao outro. Saber viver é conhecer a profundidade mas saber respirar e sentir o sol quando este brilha. É procurar raízes em profundidade que nos permitam sobreviver às tempestades constantes à superfície, é saber que há um tempo para duvidar, outro para questionar, e, por fim, outro para escolher e também para agir. E, sobretudo, não se esquecer de amar. Saber viver é quase como saber nadar.

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