
“Onde há sentimento, houve dor”- G. Bell
O que há de especial no arco-íris é que surge de um raio de sol depois da tempestade, ou de uns chuviscos num dia quente de verão, surge do encontro de opostos, e só por isso, contêm as cores principais que permitem construir todas as outras cores.
Independentemente das condições de vida de cada um, todos têm uma dose de angústia e sofrimento na vida, há quem sofra tanto por partir uma unha como outro alguém por perder um familiar. O sofrimento não depende da vida, depende da pessoa. Eu acredito que os olhos com que vemos a vida vão mudando ao longo do tempo, como que fossemos colocando óculos que nos permitem ver cores diferentes. Quem não muda os seus óculos é o que se chama de horizontes restritos.
Quem não tem a capacidade de sofrer e de ver o mundo com uns óculos escuros, quem nunca o fez, nem repara no quão claro é o brilho do sol, nem na beleza do branco. Quem não sofre é incompleto, quem não é ri é incompleto, “quem não consegue servir pela vida não serve para a vida”.
É preciso é, independentemente dos óculos, ter os olhos bem abertos, e a isso chama-se inteligência. Só é feliz quem a tem racionalmente, emocionalmente, e conscientemente, só é feliz quem tem o espírito, os sentidos, e a mente bem abertos. Onde há felicidade houve tristeza e onde existem laços existiu solidão. Só é feliz sabe o que é não o estar, e quem sabe que não o estará eternamente.

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